quinta-feira, 28 de maio de 2009
Então pariu! Sem ajuda de parteira o parto ocorreu; aquela vida era auto suficiente.
Nasceu para fora e Cresceu para dentro.
Quando saiu não era mais placenta era tudo que se é e não se pode ver.
Já tinha sido de tanto jeito, mas sempre encontrava um jeito novo para Ser.
quarta-feira, 13 de maio de 2009

Rapidinha:
( De criança)
Sabe, eu tinha uma tartaruga
Ai um dia ela sumiu
Procurei por todo o quintal
Sabe, quando eu era pequenininha
Mamãe disse que o gavião tinha levado a tartaruga
Eu fiquei triste
Mas eu gostava de imaginar que ela saiu voando por ai
Sabe, um dia eu cresci e descobri que o cachorro matou a tartaruga
Mas eu prefiro imaginar que ela saiu voando por ai
quinta-feira, 7 de maio de 2009
O dia que ela conheceu a vida

Era dia, e ela não se importava se era manhã, tarde ou noite era tudo questão de cor.
As letras vermelhas do relógio marcavam 09:00h, é era manhã - mas naquele momento isso não fazia nenhuma diferença na sua vida - se levantou sentiu o piso gelado sob os pés foi em direção a varanda e olhou sem ver nada, foi para o banheiro fazer aquele mesmo ritual de higiene de toda manhã.
Saiu do banho olhou o espelho embaçado que era incapaz de refletir seu rosto hoje definitivamente não era seu dia de ver.Passou pela sala ainda pingando aquela água com cheiro de sabonete, aquelas poças de água formavam um rastro por toda a casa até chegar a cozinha , ela parecia ter feito de propósito para alguém poder acha - lá, e o silêncio ecoou em meio as colheres, xícaras, garfos e eletrodomésticos a falta de vontade de mexer em tudo aquilo não deixou que ela desse mais nenhum passo, saiu dali deixando uma poça ainda maior e formando outro rastro de gotas cheirosas esse agora levava ao quarto, nesse já não tinha poça usou a toalha para o que ela serve e a jogou sobre a cama abriu a gaveta e procurou alguma calcinha em tom pastel - é ela não tinha nenhuma - então pegou qualquer uma , que diferença fazia ninguém ia ver mesmo, pegou um jeans, uma blusa branca e um all-star pronto poderia ir a qualquer lugar assim, pegou a primeira bolsa que viu no cabideiro e jogou tudo que precisava lá dentro carteira e.... E mas nada por hoje isso já era mais que o necessário, voltou a sala travou uma luta com os objetos até achar a chave que se escondia em baixo de uma almofada no sofá.
Abriu a porta olhou o silêncio - sim o silêncio ali tinha forma - desceu as escada, mesmo sendo oito andares era melhor do que ter que esbarrar com algum conhecido no elevador e ter que explicar porque ela estava com aquela cara de nada - estava ou tinha? ela não sabe –
Na metade do caminho lembrou, não tinha penteado o cabelo ou tinha? e foi recapitulando desodorante, perfume, roupa e pente? É nada de pente, bom melhor esquecer o pente do que a roupa neh - continuou seu caminho.
Mas pra onde mesmo ela tava indo ? Ta ai ela não tinha pensado, no caminho se descobre. Então vamos em frente, depois de andar por varias ruas viu um Café aberto - com se ela tivesse olho para outra coisa, hoje estava com a visão selectiva via uma única coisa o resto era como borrões - entrou sentou em qualquer lugar pediu um café e alguns daqueles pães de queijo que estavam com uma cara ótima, então a mocinha simpática que a atendeu perguntou...
-Mas alguma coisa?
-Você vende Paz? ( e disse isso como quem pergunta se tem açúcar)
-Não, ainda não temos.( disse sem perder a simpatia)
Pegou o açúcar colocou no café e comeu um pão de queijo, é estava realmente bom provou, o café estava um pouco amargo demais entretanto bebeu mesmo assim.
Se levantou foi em direção ao caixa, parou no caminho em frente a uma prateleira com diversos produtos - é a mocinha não me enganou eles ainda não vendem paz, tem chocolate acho que serve - foi ao caixa pagou pelo café, pão e saquinho de chocolates.
Voltou a rua, continuou sem direção andou, andou , andou até que avistou uma senhora sentada em um banco de praça que jogava pão aos pombos - ela também parecia alheia a tudo naquele dia, podia ser boa companhia - sentou ao seu lado e estendeu o saquinho de chocolate como se faz a um amigo.
-Quer um?
-Não, obrigada. É a diabetes sabe não me deixa comer essas coisas.
-Hum... sei como é.
E ficou ali sentada observando a senhora que em nenhum momento deixou de olhar os pombos e jogar as migalhas de pão,olhou cuidadosamente seus cabelos brancos, suas rugas de sorriso e sua linda bengala apoiada ao lado que pelo jeito devia ser feita de uma madeira muito boa, então a senhora se vira olha para o seu rosto e pergunta como se fossem velhas conhecidas que não se vêem a algum tempo.
-E então querida como anda a vida?
- Anda com as pernas e uma muleta, sabe como é depois de tantas topadas, baques e tombos ficam algumas sequelas.
Raissa D.
quarta-feira, 6 de maio de 2009
Galdino
E outra vez estou eu aqui diante de mim pensando nos porquês da vida - na falta que me faz aquilo que ia durar para sempre e teve um fim antes mesmo de chegar ao começo.
Na sede de tudo, na minha falta de entrega falta de coragem para me jogar do precipício. As coisas que tive foram todas fullgás (olha no que me tornei me refiro a tudo isso como coisas) como um sef-service louco da vida onde se pode pegar de tudo um pouco em pequenas ou grandes porções depende da vontade do momento em que se está.
Hora eu queria (e às vezes até tinha) de tudo um pouco, hora nada era o que eu procurava.
E a sede? Nossa tenho até receio de falar nela porque a cada instante aumenta essa sede de Mundo essa vontade de novo, podia ser tudo tão simples pegava todos os sabores desejados colocava-se em uma coquiteleira e batia tudo de uma vez com bastante gelo e virava o copo como quem toma uma dose já sedento por outra, isso mesmo vira-se tudo de uma vez nada de canudo porque canudo é falta de vontade e ameniza o efeito.
E o pior é saber que mesmo assim eu não estaria satisfeita eu e essa minha mania de querer que vem atrelada ao medo de se entregar por inteiro ou nem por inteiro mas pelo menos por uma boa parte ( nossa como eu estou repetitiva é tanto esse,essa, medo, entrega) mas eu não consigo me jogar parece que tem sempre uma corda amarrada na cintura pronta pra me puxar de volta.
Sim, eu já me joguei não foi Nossa! um salto ornamental, mas foi uma puladinha, daquelas que até tiram água da piscina.Isso! Piscina é um bom veiculo para minha explicação, então deixa eu ver...
Piscina é bom, agradável à gente pode boiar e relaxar mais o melhor da piscina é a hora que a gente entra o corpo ta quente e a água gelada e esse contato sempre desperta todo nosso sistema anatômico e mental, mas depois de um tempo o corpo se acostuma e cadê a água gelada?Cadê a euforia despertada no físico e no mental? Acabou, e a gente fica lá nadando de um lado pro outro e as quatro bordas nos limitando e a profundidade nem se fala - tão previsível e a graça acaba (e parece que comigo sempre é tudo mais rápido) e eu saio da piscina com aquele gosto de - É foi bom, só que eu preciso de mais. - e sigo esperando o sol pra me jogar de novo e fazer o coração bater mais rápido para bombear o sangue to pé até cabeça.
Meu negocio é o Mar onde por mais tempo q estejamos ali dentro a água nunca fica totalmente compatível ao nosso corpo se deixarmos uma pequena parte fora nem q seja só os ombros ao serem emergidos novamente sentiremos nem que seja de leve a sensação do despeitar, da renovação isso sem falar nas ondas que nunca são iguais uma pode vim de leve só fazendo uma massagem e a próxima te fazer levar um caixotes daqueles! que até deixam a gente meio tonto, e a correnteza que puxa para dentro parecendo querer nos tragar pro fundo e dá aquele medinho de não conseguir se segurar e quando puxa um pouco mais forte nós obriga a tomar atitude e nadar.
É isso eu gosto de Mar! Gosto dessas oscilações, do hoje eu quero amanhã já não sei mais...
(o bom msmo seria estar em uma costa de corais onde pode se estar fixada e continuar c/ as sensações do mar)
Raissa D.
