
Eu tenho tanto amor dentro de mim que arde, vaza; brota como o suor em um dia quente de verão. Intenso e forte como a lava de um vulcão que queima.
Transborda, pulsa, arrebata, destrói e acalma. Ah, é tão forte e bruto que eu nunca fui capaz de dá-lo a ninguém. Ninguém! Por medo, covardia. -Sim, covardia! Falta de coragem de se entregar ao ridículo - Eu idealizo demais. - e por BURRA "superioridade", achando as pessoas fracas ou indignas para recebe-lo.
Sou um rio que transborda sem ter onde desaguar, causo enchentes , tragédias naturais por estar represado. A veemência da correnteza me assusta. Como posso aguentar? Logo eu lua crescente e vacilante. Conto na folha a chegada da lua cheia.
