quarta-feira, 19 de agosto de 2009


Carrego o peso da lua,
Três paixôes mal curadas,

Uma saara de paginas

Essa infinita madrugada.

Viver de noite
Me faz senhor do fogo.
A vocês, eu deixo o sono.
O sonho, não.
Esse, eu mesmo carrego.


(Paulo Leminski)

E quando o leite derrama mesmo após apagar o fogo é sinal de que não há mais o que fazer só nós restar limpar, se a chuva começa já forte correr ou andar não faz a menor diferença no final do trajeto estaremos molhados do mesmo jeito.
O que realmente interfere é o tempo, se o leite secar a mancha vai ser mais difícil de limpar, se a chuva começa e paramos na metade do caminho quando ela passar estaremos tão molhados que é resfriado na certa.

Há momentos em que clamamos por pausa; fim. Mas entre o dia e a noite tem o crepúsculo e parar antes de ver a dança das corres é desperdício de vida, é negar a si mesmo a doce embriaguez da existência.
Que ao menos o sonho sirva como ímpeto para dar o próximo passo.


sábado, 8 de agosto de 2009

Lentamente despiu o corpo




Vagaria nua pelo centro da cidade entre o antigo e o novo, por todo Rio de Janeiro, Paris, Londres, Lisboa e nada veriam.
Seria apenas uma forma de vida, um corpo que se mostra igual a todos os outros. Curiosos olhariam com a falsa idéia de enxergar ; nada veriam.
Poderiam até tocar, nada sentiria nem vergonha ou invasão: Não se invade um corpo.
Nada saberiam.
Sê misterioso que o nú esconde , a roupa nada guarda é pura ilusão.
Um despir-se inocente que se torna mistério com o pacto mudo e inconsciente de não mostrar-se a ninguém.






foto: http://br.olhares.com/

domingo, 2 de agosto de 2009

Praso de validade


A Flor que nunca morre esqueceu que não tinha praso de valiade e comecou a murchar. Esqueram-a no sol, o tempo tava seco não havia uma gota de chuva para fazer crescer uma nova folha ou adubo pra alimentar.
Veio a brisa , o sereno e nada a fazia reagir. Noite, angústia, respirar era impossivel o tempo corria e o fim vinha a cavalo.
Em um sopro de morte descobriu não mas saber ser flor, só sobrou espinho?
Na hora da morte se agarrou ao fio de vida. Corre! Ela clama por salvação.
Haverá salvação?!?