quarta-feira, 6 de maio de 2009

"Engolia a vida · Quase não lhe mastigava · Sequiosa assim, parva, quase se engasgava"
Galdino


E outra vez estou eu aqui diante de mim pensando nos porquês da vida - na falta que me faz aquilo que ia durar para sempre e teve um fim antes mesmo de chegar ao começo.

Na sede de tudo, na minha falta de entrega falta de coragem para me jogar do precipício. As coisas que tive foram todas fullgás (olha no que me tornei me refiro a tudo isso como coisas) como um sef-service louco da vida onde se pode pegar de tudo um pouco em pequenas ou grandes porções depende da vontade do momento em que se está.

Hora eu queria (e às vezes até tinha) de tudo um pouco, hora nada era o que eu procurava.

E a sede? Nossa tenho até receio de falar nela porque a cada instante aumenta essa sede de Mundo essa vontade de novo, podia ser tudo tão simples pegava todos os sabores desejados colocava-se em uma coquiteleira e batia tudo de uma vez com bastante gelo e virava o copo como quem toma uma dose já sedento por outra, isso mesmo vira-se tudo de uma vez nada de canudo porque canudo é falta de vontade e ameniza o efeito.

E o pior é saber que mesmo assim eu não estaria satisfeita eu e essa minha mania de querer que vem atrelada ao medo de se entregar por inteiro ou nem por inteiro mas pelo menos por uma boa parte ( nossa como eu estou repetitiva é tanto esse,essa, medo, entrega) mas eu não consigo me jogar parece que tem sempre uma corda amarrada na cintura pronta pra me puxar de volta.

Sim, eu já me joguei não foi Nossa! um salto ornamental, mas foi uma puladinha, daquelas que até tiram água da piscina.Isso! Piscina é um bom veiculo para minha explicação, então deixa eu ver...

Piscina é bom, agradável à gente pode boiar e relaxar mais o melhor da piscina é a hora que a gente entra o corpo ta quente e a água gelada e esse contato sempre desperta todo nosso sistema anatômico e mental, mas depois de um tempo o corpo se acostuma e cadê a água gelada?Cadê a euforia despertada no físico e no mental? Acabou, e a gente fica lá nadando de um lado pro outro e as quatro bordas nos limitando e a profundidade nem se fala - tão previsível e a graça acaba (e parece que comigo sempre é tudo mais rápido) e eu saio da piscina com aquele gosto de - É foi bom, só que eu preciso de mais. - e sigo esperando o sol pra me jogar de novo e fazer o coração bater mais rápido para bombear o sangue to pé até cabeça.

Meu negocio é o Mar onde por mais tempo q estejamos ali dentro a água nunca fica totalmente compatível ao nosso corpo se deixarmos uma pequena parte fora nem q seja só os ombros ao serem emergidos novamente sentiremos nem que seja de leve a sensação do despeitar, da renovação isso sem falar nas ondas que nunca são iguais uma pode vim de leve só fazendo uma massagem e a próxima te fazer levar um caixotes daqueles! que até deixam a gente meio tonto, e a correnteza que puxa para dentro parecendo querer nos tragar pro fundo e dá aquele medinho de não conseguir se segurar e quando puxa um pouco mais forte nós obriga a tomar atitude e nadar.

É isso eu gosto de Mar! Gosto dessas oscilações, do hoje eu quero amanhã já não sei mais...

(o bom msmo seria estar em uma costa de corais onde pode se estar fixada e continuar c/ as sensações do mar)



Raissa D.

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