
Eu tenho tanto amor dentro de mim que arde, vaza; brota como o suor em um dia quente de verão. Intenso e forte como a lava de um vulcão que queima.
Transborda, pulsa, arrebata, destrói e acalma. Ah, é tão forte e bruto que eu nunca fui capaz de dá-lo a ninguém. Ninguém! Por medo, covardia. -Sim, covardia! Falta de coragem de se entregar ao ridículo - Eu idealizo demais. - e por BURRA "superioridade", achando as pessoas fracas ou indignas para recebe-lo.
Sou um rio que transborda sem ter onde desaguar, causo enchentes , tragédias naturais por estar represado. A veemência da correnteza me assusta. Como posso aguentar? Logo eu lua crescente e vacilante. Conto na folha a chegada da lua cheia.

Libera o amor. Qdo ele é bem direcionado, aposto que vai nascer flores no terreno da sua lua!
ResponderExcluirBeijos
adorei a correnteza de seu texto.Uma delicia.
ResponderExcluirPáscoa Feliz
Não deixe o amor te faltar o ar.
ResponderExcluirGosto de ver o amor como fases e gosto MUITO da Tiê, especialmente esta música. Mas pense -- ou melhor, ouça uma outra, também da Tiê, que fala tanto e de modo tão simples:
Mas o que eu penso mesmo
É encontrar alguém que me dê carinho e beijo
Me trate como um nenêm,
Me trate muito bem
Ah, eu só quero amor
Seja como for o amor
Seja bom, seja bom,
Seja bom, seja amor
Me faz mais feliz
Me dá asas pra fluir
E cantar o amor
[Chá verde]