quarta-feira, 19 de agosto de 2009


Carrego o peso da lua,
Três paixôes mal curadas,

Uma saara de paginas

Essa infinita madrugada.

Viver de noite
Me faz senhor do fogo.
A vocês, eu deixo o sono.
O sonho, não.
Esse, eu mesmo carrego.


(Paulo Leminski)

E quando o leite derrama mesmo após apagar o fogo é sinal de que não há mais o que fazer só nós restar limpar, se a chuva começa já forte correr ou andar não faz a menor diferença no final do trajeto estaremos molhados do mesmo jeito.
O que realmente interfere é o tempo, se o leite secar a mancha vai ser mais difícil de limpar, se a chuva começa e paramos na metade do caminho quando ela passar estaremos tão molhados que é resfriado na certa.

Há momentos em que clamamos por pausa; fim. Mas entre o dia e a noite tem o crepúsculo e parar antes de ver a dança das corres é desperdício de vida, é negar a si mesmo a doce embriaguez da existência.
Que ao menos o sonho sirva como ímpeto para dar o próximo passo.


2 comentários:

  1. Grande Paulo, minha fonte de inspiração nos piores momentos.

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  2. A doce embriaguez da existência, perfeito isso!
    Adorei o blog. Parabéns.

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